quinta-feira, 19 de abril de 2018

Bolsonaro não representa o exército



Por Gabriel Jacobsen
Porto Alegre (RS) – Após participar de cerimônia na Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (17), o general Edson Leal Pujol, comandante Militar do Sul, avaliou que o Brasil não deseja governos militares. Segundo ele, a população acredita em valores associados às Forças Armadas, mas não quer que elas comandem o país.
— Uma parcela das pessoas tem se manifestado, por diversos meios, dizendo que confia nas instituições militares. Mas não que quer que o país se transforme em um militarismo. Vivemos um período de turbulência, a população enxerga nas instituições militares valores éticos e morais. Não vejo que estejam buscando o militarismo para o Brasil — avaliou.
O comandante também disse não haver riscos de que o país passe agora por um processo semelhante ao de 1964 – quando começou o regime militar – porque, segundo ele, não há a polarização mundial percebida à época.
— Se nós analisarmos historicamente, os períodos são distintos, até mesmo na área internacional. O mundo vivia um cenário bipolar, um movimento internacional buscando expandir a doutrina socialista e comunista em muitos países. Hoje vivemos muito mais uma crise interna, não por questões ideológicas — disse.
O general também minimizou as afirmações feitas pelo comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, que se manifestou, na véspera do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apontando que a instituição “compartilha o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade (…), bem como se mantém atento às suas missões institucionais”.
Para Pujol, o entendimento de setores políticos de que a afirmação de Villas Bôas foi uma tentativa de pressão sobre o STF não procede.
Vivemos um período de turbulência, a população enxerga 
nas instituições militares valores éticos e morais.
EDSON LEAL PUJOL
Comandante Militar do Sul
— Essa interpretação sobre a manifestação do comandante do Exército é muito diversa. Não foi essa (de pressão) a intenção do comandante do Exército. Nós nos colocamos pelo princípio da legitimidade e da legalidade.
Pujol ainda falou sobre o pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL-RJ) que, para ele, não representa o Exército brasileiro, sendo apenas um militar reformado que “há muito tempo está na vida política”.
— Bolsonaro não representa o Exército (…) muitas das ideias que externa, ele aprendeu na vida militar, mas ele não é um candidato do Exército ou um candidato militar — disse.
Pujol foi um dos mais de cem militares que acompanharam o período do Grande Expediente da sessão da Assembleia desta terça-feira. Por proposta do deputado Bombeiro Bianchini (PR), o ato homenageou o Dia do Exército, celebrado em 19 de abril.
FONTE: ZERO HORA

quinta-feira, 8 de março de 2018

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Eleições Presidenciais no Brasil



Sobre texto que circular na internet defendendo o candidato Bolsonaro que tem coisas do tipo:
1° ele é cristão ;
2° militar;
3° honesto;
4° fala a verdade doa a quem doer; etc, etc, etc, etc

Vai abaixo a avaliação de cada item:


  1. Se este item é importante, é necessário respeitar a fé e a doutrina da igreja que se segue; o candidato é católico portanto, batizado em criança pelos pais de acordo com a doutrina católica. Por que então ir ao rio Jordão para se batizar em flagrante desrespeito a igreja que pertence. E, pior, flagrante desrespeito ao significado do batismo. (Marcos 3.22). “Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno. Isto, porque diziam: Está possesso de um espírito imundo. E, se tiver tempo e paciência para ver os discursos do citado candidato ao longo do tempo, destilando ódio, preconceito e desrespeito;
  2. Já tivemos advogados, engenheiros, economistas, operário como presidentes; e muitos militares. A história do governo deles não acrescenta nem diminui a capacidade de governar por conta da profissão;
  3. Honestidade não é currículo é OBRIGAÇÃO de todo e qualquer cidadão; e 100% é muita confiança viu;
  4. Responder essa é difícil e fácil; muita gente tem confundido agressão com falar a verdade. Se você se identifica com as bravatas dele, nada se pode fazer; mesmo assim, analisando os discursos do candidato, de 2014 para cá, ele tem mudado seus temas para agradar o mercado. Ele mesmo disse isso. Procure!
  5. Ele diz que entende de segurança pública. Quem defende liberação de armas não entende nada de segurança; quer apenas ganhar votos com a raiva do povo, justificada, devido ao aumento da criminalidade, ou tem suas eleições pagas com dinheiro da indústria de armas. Armas nas mãos da autoridade policial, e pena dura para quem estiver armado mesmo que não cometa crime, isso sim. Basta andar neste trânsito para saber que o povo armado seria um desastre. Não funciona em lugar nenhum. E nem me site os EUA, em que se invade escola toda hora para matar. Nos países mais avançados cada vez isso é mais limitado
  6. Defender a família e os bons costumes? Mando o senhor para o item 1; e outras coisas de cunho moral que desabonam o candidato que são de ordem pessoal que não vou desenvolver aqui, mas amplamente de domínio público;
  7. Eu também sou! Mas tem que apresentar soluções para o problema. O cidadão comum basta ser contra, para quem quer ser presidente, tem que apresentar soluções; e a decisão sobre isso depende do Congresso então escolha um deputado federal e um senador que defenda esta ideia;
  8. Esse ai desabona; Existe uma direita civilizada, democrata até. Cito aqui um que merece o meu respeito – Marco Maciel. Agora, essa extrema direita, fascistóide que defende a ditadura fica para quem gosta de pancada;
  9. Li e vi os discursos do citado candidato. A única coisa que fala é ‘pena de morte” e liberar armas” sou contra os dois. Cadê os projetos? Não têm e você não leu em lugar algum;
  10. Certo, uma parcela da população também concorda. É necessário diferenciar um menor de idade que comete um assalto, um furto, do mesmo menor que comete um crime hediondo. Porém, novamente as pessoas que defendem tal ideia querem apenas livrar-se de um problema imediato e não apresentam soluções mais amplas para a questão da criminalidade, além da punição. Punamos os bandidos, esta certo! Agora, as nossas cadeias são centros de formação de bandidos. Os que concordam com isso citam sempre outros países, mas não citam que as cadeias destes países oferecem qualidade de vida que as pessoas a favor da diminuição da menoridade penal, da ampliação do uso de armas e da pena de morte são contra; e a decisão sobre isso depende do Congresso então escolha um deputado federal e um senador que defenda esta ideia;
  11. E quem é a favor do fim da PM? Eu mesmo sou a favor unificação das carreiras da polícia civil e militar como acontece nos países como melhor organização da segurança pública;
  12. Ninguém em sã consciência é a favor do aborto, muito menos um cristão; agora este candidato fala apenas “sou contra”! Soluções??? Não apresenta! Dados de  2016 falam em mais de 500 mil mulheres abortado nas zonas urbana e rural. É um fato. O candidato não apresenta uma política pública para o problema;
  13. Mentira; o que nos leva aos itens 1, 3 e 4; o candidato sempre foi estatizante e defensor do regime militar que amplificou a presença do Estado em setores que ele nem precisava. Tem apresentado um discurso conservador em termos morais e liberal em termos econômicos para atrair eleitores de classe média e do setor empresarial. Conselho: faça um sacrifício e escolha ao menos 3 discursos dele no Congresso nos anos de 2013 até hoje, para ver esta “evolução”;
  14. O Estado não interfere na minha família;
  15. Todo mundo é a favor de punições mais severas para estupradores; sou pai e marido, mas isso depende do Congresso não do presidente; então escolha um deputado federal e um senador que defenda esta ideia;
  16. Ai entramos no campo da total absoluta falta de conhecimento político. Movimentos sociais só podem ser proibidos em uma ditadura ou, caso seus lideres – apenas seus líderes – não os movimentos cometam crimes, punidos pela justiça. Presidente não tem poder sobre isso. Goste ou não do MST ele é legitimo, se sua ações não são, cabe a justiça coibir. Quanto aos sindicatos eles são os batalhadores por todos os seus e meus direitos ao longo da história, ou acredita que tudo que tem de positivo no país veio de favor de governantes? Quanto aos “sindicatos pelegos” eles existem porque o patrão compra o cara que deveria representar o trabalhador, mas eles só acabam nas mãos do próprio trabalhador;
  17. Este é piada pronta; tenho monitorado os discursos do candidato e ele – apesar de amenizado o discurso com ampliação de seus apoiadores – tem sido um disseminador de preconceito; monitorando as redes sociais os seus apoiadores – disse seus apoiadores não o candidato – disseminam ódio, preconceito, defesa da ditadura e demonização da democracia; e essa ideologia de gênero é uma panacéia. Sendo professor há 27 anos não estou vendo isso nas escolas públicas ou privadas a não ser em casos pontuais. Há extremistas dos dois lados;
  18. Migração é o deslocamento de indivíduos dentro de um espaço geográfico, de forma temporária ou permanente. Kkkkkk Essa extrema direita é contra a IMIGRAÇÃO. Coisa de gente limitada, que não entende nada de economia e nem conhece a história. Agora, já que estamos no Brasil, todo mundo pegando o navio para casa e deixando a terra para os índios; xenofobia no Brasil, piada pronta;
  19.  e 20 . Economia???? Qual????  Minérios! kkkkSinto muito! Ideias zero; ele fez referência a isso uma vez, falou que existia... não deu ideia alguma de como proceder;
  1. kkkkkkkkkkkk É decisão de juiz não de presidente; pode até apresentar projeto de lei sobre o tema; mas, de novo, decisão sobre isso depende do Congresso então escolha um deputado federal e um senador que defenda esta ideia;
  2. Veja a Lista de Furnas; delação da JBS; não falarei da multiplicação do patrimônio porque não li os documentos E NÃO DOU OPINIÃO SOBRE O QUE NÃO CONHEÇO;
  3. Sou a favor que todo os presos trabalhem como forma de contribuírem com as despesas de seu aprisionamento, para sustentarem suas famílias e como parte do processo de reintegração a sociedade. Falar “trabalho forçado” apenas esta na linha de pena de morte, armar civis etc. não resolve o problema da criminalidade;
  4. O que é “doutrinação nas escolas”??? Complemento o item 17 nesta. Que doutrinação? Se os professores tivessem o poder que dizem de conduzir os jovens o Brasil e o mundo seria outro. Estamos brigando para fazer os caras lerem livros, debaterem, pensarem. E outra, sou pai, tenho 3 filhos, se não gosto do que a escola esta fazendo cabe a mim, monitorar a escola. Oi, o cara não é contra a interferência do Estado na vida das famílias? Família, vá as escolas, leiam os livros de seus filhos, conheçam os professores, arrumem tempo para apoiar a escola e apoiar seus filhos;
  5. Quem quer implantar religião anti-cristã nas escolas; onde é isso????? Sou evangélico, meu filho vai a igreja comigo e minha esposa, participa das atividades, e na escola eles participam de tudo; se não concordamos eles não participam oras; Vamos para os itens 17 e 24 de novo;
  6. Voltamos para a questão da segurança pública; pregar pena de morte, armamento da população, trabalho forçado é fácil; agora, nos países que a extrema-direita usa como exemplo deste tipo de política os presídios são igualmente de primeiro mundo;
  7. Mesma questão do item 16; por outra existem ONGs, empresas, sindicatos, partidos, igrejas, pessoas que fazem o mal. O inverso é verdadeiro existem ONGs, empresas, sindicatos, partidos, igrejas, pessoas que são benéficas. O discurso da vagabundagem é simplista, fácil e de quem não quer se dar ao trabalho de conhecer.


domingo, 21 de janeiro de 2018

O Novo Código Penal Boliviano




Por Felipe Figueiredo do podcast Xadrez Verbal


No mais recente podcast do Xadrez Verbal foi comentado o tema do novo código penal boliviano, que é alvo de diversos protestos. Muitos ouvintes pediram para que o assunto fosse disponibilizado também em separado, para que pudesse ser melhor compartilhado e consultado, e é para isso que este texto servirá, incluindo alguns complementos. Dentre os críticos da legislação estão as igrejas evangélicas e parte da Igreja Católica Apostólica Romana, que alegam que a atividade religiosa, a conversão e o proselitismo tornariam-se proibidos, puníveis com prisão, o que até inviabilizaria a atividade dessas igrejas. Esse aspecto das críticas chegou ao Brasil e disseminou-se rapidamente em canais também ligados à algumas igrejas, assim como páginas de caráter anti-esquerda em geral. A questão é que o sensacionalismo e distorção desse lado brasileiro da fronteira não transmitem os eventos e as discussões de maneira honesta. Algo que o homem mais poderoso do mundo atualmente chamaria de “fake news”.
Bolívia
Duas breves contextualizações. A primeira é a de que Evo Morales é uma figura política, hoje, além de contestado dentro de seu próprio país, isolado no continente. O único regime sul-americano que possui relações próximas com La Paz é o de Caracas, especialmente depois do racha entre Rafael Correa e Lenin Moreno no Equador. E por qual motivo contestado dentro da Bolívia? Vários motivos, mas o principal é o fato de ele ter declarado que irá buscar uma terceira reeleição para um quarto mandato. Mesmo após a população boliviana ter explicitamente rejeitado isso em referendo. Usando uma manobra jurídica, em uma corte dominada por seus apoiadores, que intencionalmente nubla a diferença entre direitos humanos e direitos civis, Evo Morales poderá ficar dezenove anos consecutivos no comando de um país presidencialista. Então, a mobilização de opositores ao seu governo é cada vez maior e adota diversas bandeiras.
A segunda é de que a Bolívia é um país de população esmagadoramente cristã. Cerca de 76% da população se declara católica, com outros 17% adeptos do protestantismo, para um total de 93% da população identificando-se como cristã. O país, assim como o Brasil, é marcado pelo sincretismo religioso, com aspectos religiosos nativo-americanos presentes. A questão aqui é: uma lei que praticamente proibisse o cristianismo ou a atividade religiosa seria um problema eleitoral, um problema social e gênese de protestos certamente maiores e mais intensos.
A polêmica sobre a lei
Um esclarecimento deve ser feito em relação ao dito no podcast: o novo código penal não está em vigor, como dito, mas já foi sim aprovado pelo parlamento boliviano, em dezembro de 2017. E qual seria o problema do projeto legislativo? Pela repercussão brasileira, talvez uma mistura de ingenuidade em peças jurídicas com falsos cognatos em castelhano, e uma dose de um dos problemas das redes sociais, que é o compartilhamento de materiais rasos sem a devida checagem. No caso, estou falando, é claro, de páginas de jornalismo, comunicadores referência na área (como youtubers de grandes canais), etc.
A lei pode ser acessada na íntegra por quem desejar. Em seu Capítulo III, Seção I, Artigo 88, a lei diz, no original:
ARTÍCULO 88. (TRATA DE PERSONAS) I. Será sancionada con prisión de siete (7) a doce (12) años y reparación económica la persona que, por sí o por terceros, capte, transporte, traslade, prive de libertad, acoja o reciba personas con alguno de los siguientes fines:
Então lista catorze situações, com a décima primeira grafando, no original: 11. Reclutamiento de personas para su participación en conflictos armados o en organizaciones religiosas o de culto;
Primeiro ponto. Um artigo legislativo não é estanque em sua leitura, deve ser levado em consideração o preâmbulo da lei e seus trechos internos. No caso, o Capítulo III trata de crimes contra a dignidade e a liberdade humana. A seção I, contra a dignidade. Segundo ponto, o termo “trata de personas” pode ser enganador, especialmente para quem acredita que entende castelhano. Os famosos falsos cognatos. O trecho foi traduzido com a ajuda de um amigo professor do idioma, que enviou a referência para a palavra “trata”.
De acordo com o Diccionario de la lengua española da Real Academia Espanola, Edición del Tricentenario, Actualización 2017, “TRATA – De tratar ‘comerciar’. 1. f. Tráfico que consiste en vender seres humanos como esclavos.”. Ou seja, esse artigo se refere ao tráfico, venda, comércio, privação de liberdade de seres humanos, e lista as finalidades que abrangem esse crime, desde mendicância forçada até o falsamente polêmico inciso 11. Uma pessoa poderá ser presa caso comercie, escravize, compre ou venda uma pessoa, privando-a de sua liberdade em prol de um conflito armado ou de organizações religiosas. Uma conversão forçada de uma comunidade indígena, por exemplo.
Talvez seja interessante mencionar que o mesmo código penal considera um agravante para os crimes de furto, roubo e dano ao patrimônio caso essas atividades sejam realizadas contra locais religiosos ou de culto. No caso do furto, um furto “comum” é punido com reparação econômica e apenas os furtos com agravante são punidos com prisão. Ou seja, uma pessoa que furte uma igreja na Bolívia seria presa, com uma pena maior.
Por qual motivo temos protestos? A lei é perfeita?
Longe disso, ela já foi modificada e enfrenta diversos outros protestos. Os modificados foram os 205, após greves e protestos de médicos, e o 137, após protestos e greves de motoristas. Ambos os artigos permitiriam a prisão de profissionais por erros médicos ou acidentes, responsabilizados individualmente.
Outros artigos sob protesto são o aumento do limite de dosagens de entorpecentes permitidas para uma pessoa ser caracterizada como “microtraficante”, uma pena mais branda; associações de moradores protestam contra os artigos 293 e 294, que tornariam mais difíceis a organização de protestos, podendo criminalizar manifestações; e os artigos 309, 310 e 311 são alvos de protestos de jornalistas, tema também comentado no podcast. Os artigos citados tipificam os crimes de injúria, calúnia e difamação, e profissionais de imprensa alegam que tais artigos protegerem figuras políticas de matérias jornalísticas críticas. Além disso, o artigo 246 criminaliza o uso de dados pessoais ou “informação confidencial” que afetem a “imagem e a dignidade de uma pessoa”. Em tempos de vigilância em massa, podemos pensar em muitos casos no qual esse artigo protegeria a vítima, mas também casos em que protegeria figuras políticas de, por exemplo, um vazamento de informação tida como confidencial. Como planilhas de empreiteiras.
E os cristãos bolivianos que protestam? 
Embora a especulação do falso cognato não seja possível, a articulação opositora ao governo de Evo Morales e seu partido (que domina o parlamento) contribui na explicação. Ainda mais, recentemente o governo boliviano alterou as leis sobre a criminalização do aborto, autorizando o procedimento em um número maior de casos. Obviamente, essa mudança legislativa que liberalizou o aborto em certas situações colocou o governo e grupos religiosos em choque. Os protestos contra o atual projeto do código penal são, de certo modo, uma extensão das críticas recente no tema do aborto. O clima de animosidade exacerba o que, para alguns juristas bolivianos, em um painel de uma das principais emissoras bolivianas, seriam até mesmo leis “mal redigidas”.
Na Bolívia, hoje, dia 21 de Janeiro de 2018, Evo Morales anunciou que o novo código está em suspenso até que diálogos com as camadas afetadas da sociedade resolvam os pontos afetados. A conclusão sobre a repercussão do caso no Brasil, entretanto, é a de que ela é sensacionalista e desinforma. O contrário do que deveria ser feito. Alguns mais esperançosos podem desejar retratações dos veículos e páginas.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Motivos para não votar em Bolsonaro, POR ELE MESMO! Lembrando aos alienados de plantão: Antes de você concordar com algum item que VOCÊ ACHA que se refere a segurança pública, lembre É COMPRE UM LEVE DEZ.

1. “O erro da ditadura foi torturar e não matar.” (Jair Bolsonaro, em discussão com manifestantes)
2. “Pinochet devia ter matado mais gente.” (Bolsonaro sobre a ditadura chilena de Augusto Pinochet. Disponível na revista Veja, edição 1575, de 2 de Dezembro de 1998 – Página 39)
4. “Não te estupro porque você não merece.” (Jair Messias Bolsonaro, para a deputada federal Maria do Rosário)
5. “Eu não corro esse risco, meus filhos foram muito bem educados” (Bolsonaro para Preta Gil, sobre o que faria se seus filhos se relacionassem com uma mulher negra ou com homossexuais)
6. “A PM devia ter matado 1.000 e não 111 presos.” (Bolsonaro, sobre o Massacre do Carandiru)
7. “Não vou combater nem discriminar, mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater.” (Afirmação de Jair Bolsonaro após caçoar de FHC sobre este segurar uma bandeira com as cores do arco-íris)
8. “Você é uma idiota. Você é uma analfabeta. Está censurada!”. (Declaração irritada de Jair Bolsonaro ao ser entrevistado pela repórter Manuela Borges, da Rede TV. A jornalista decidiu processar o deputado após os ataques)
9. “Parlamentar não deve andar de ônibus”. (Declaração publicada pelo jornal O Dia em 2013)
10. “Mulher deve ganhar salário menor porque engravida” (Bolsonaro justificou a frase: “quando ela voltar [da licença-maternidade], vai ter mais um mês de férias, ou seja, trabalhou cinco meses em um ano”)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

domingo, 7 de janeiro de 2018

Existe vida no Rio Tejipió Recife-PE



O verão chegou!

O verão chegou. Centro da cidade. Sol do meio-dia, calor; vamos refrescar. Que melhor lugar: fonte da Praça da Independência (popular pracinha do Diario) Recife-Pe.



Quando é que general vai bater continência para capitão?


quinta-feira, 20 de julho de 2017

terça-feira, 23 de agosto de 2016

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Shakespeare - concurso cultural INSCRIÇÃO: https://www.britishcouncil.org.br/atividades/shakespeare-lives/concurso-cultural-para-escolas




Traga Shakespeare para a sala de aula! 

Em 2016, William Shakespeare completa 400 anos de morte e o British Council convida escolas de todo o Brasil a celebrar a vida e a obra do maior dramaturgo inglês de todos os tempos. 
O legado de Shakespeare é atual porque inspira jovens de todas as nações a compreender o mundo, obtendo lições valiosas em torno do amor, da criatividade e da humanidade. Participe do concurso cultural Shakespeare Hoje e mostre como o célebre escritor permanece vivo em nosso cotidiano!  
Os melhores materiais serão premiados com uma viagem para o Reino Unido e vales-presente. Participe!

QUEM PODE PARTICIPAR

Podem participar do concurso cultural Shakespeare Hoje professores e alunos do Ensino Fundamental ll (6º ao 9º ano) e do Ensino Médio (1º ao 3º ano), de escolas públicas e particulares de todo país. 

COMO SE INSCREVER

Para participar, um grupo de até 5 alunos, coordenados por um professor, deve criar um vídeo de até 4 minutos com o tema: Por que Shakespeare continua atual? 
O filme, que pode ser feito tanto em inglês quanto em português, deve explorar textos e personagens de produções shakespearianas. Pode, ainda, conter trechos de peças, adaptações dos alunos ou algum material criativo autoral que seja inspirado pela obra do autor. A justificativa e o raciocínio para a criação do filme deverão ser explicados pelo professor no momento da inscrição.
A inscrição no concurso deve ser feita pelo professor que coordena o grupo, que também é o responsável por obter a aprovação dos pais dos alunos menores de 18 anos para a realização do vídeo (utilize este modelo de autorizaçãoOpens in a new tab or window.). Em seguida, o professor deve inserir o vídeo no YouTube com a hashtag #ShakespeareLives e preencher o formulário de inscriçãoOpens in a new tab or window. com a inclusão do link do vídeo para completar a participação de seu grupo no concurso.

IMPORTANTE

  • Leia, entenda e esteja totalmente de acordo com o Regulamento deste concursoOpens in a new tab or window..
  • Obtenha a aprovação dos pais de alunos menores de 18 anos para a realização do vídeo, usando o texto disponível neste formulárioOpens in a new tab or window.. Não serão aceitas inscrições de grupos com alunos menores de idade que não tenham a autorização dos pais.
  • Os grupos podem participar com mais de um vídeo, desde que sejam enviados pelo formulário de participação e dentro do período de inscrições.

Período de inscrições

Serão aceitas inscrições submetidas até o dia 28 de outubro de 2016.
Formulários, vídeos e/ou qualquer material enviado com dados incompletos, de forma diversa daquela prevista no Regulamento e/ou fora do prazo não serão aceitos, tampouco considerados.

Orientações para o vídeo

O vídeo deverá ser carregado no YouTube com a hashtag #ShakespeareLives. O link deve ser informado no formulário de inscrições do concurso. Caso o professor ou grupo não queira que o vídeo seja visualizado publicamente, o vídeo deve ser publicado no modo "não listado", no qual somente pessoas com o link podem acessar.
O vídeo deverá conter, na sua tela de início, as seguintes informações: nome da instituição de ensino, nome do professor, segmento de ensino do grupo (Ensino Médio ou Ensino Fundamental II), nomes dos alunos, cidade e estado. Serão aceitos textos aplicados diretamente no vídeo ou informação escrita em outra superfície e filmada, desde que seja legível.

Prêmios

1º Lugar
Professor: viagem para a Inglaterra com acompanhante
Alunos: vale-presente no valor de R$1.000,00 (individual)
2º e 3º colocados
Professores: vale-presente no valor de R$ 650,00 (individual)
Alunos: vale-presentes no valor de R$ 500,00 (individual)
 Os prêmios são pessoais e intransferíveis, não serão passíveis de troca e nem poderão ser convertidos em dinheiro.

Processo de seleção

• Os três vídeos vencedores e sua respectivas colocações serão escolhidos pela comissão julgadora, que levará em conta os seguintes critérios de avaliação: adequação ao tema, criatividade, originalidade e impacto, conforme previsto no Regulamento.
• A lista com o nome dos vencedores do concurso cultural será divulgada no dia 28 de novembro de 2016 nesta página.
• A comissão julgadora será soberana para decidir eventuais controvérsias oriundas do presente concurso cultural e sua decisão será irrecorrível e incontestável.

Sobre o direito de imagem dos vídeos

• Os participantes transferem à Associação Conselho Britânico, sem nenhum ônus e em caráter definitivo, plena e totalmente, todos os direitos autorais sobre o conteúdo enviado. 
• Os selecionados e demais participantes autorizam a Associação Conselho Britânico e a Embaixada Britânica a publicar nos sites www.britishcouncil.org.br e www.gov.uk, em suas páginas nas redes sociais ou em qualquer outro meio seus nomes e conteúdo vencedores.
• Os contemplados poderão ser solicitados a participar de publicidade relativa a este concurso cultural por meio do fornecimento de comentários para imprensa, fotografias, entrevistas na mídia e possível material publicitário e promocional, e consentem em participar e permitir o uso de suas informações pessoais e imagem para tais fins.

Sobre o concurso

Trata-se de uma promoção de caráter exclusivamente cultural, sem nenhuma modalidade de sorteio, não se sujeitando a quaisquer fatores aleatórios ou pagamento pelos participantes, nem vinculação destes ou dos contemplados à aquisição ou uso de qualquer bem, direito ou serviço, sendo dispensada de autorização, nos termos da Lei 5.768/71 do Decreto 70.951/72. A simples participação neste concurso implica no conhecimento e total aceitação do RegulamentoOpens in a new tab or window. e dos termos e condições do concurso aqui dispostos.

Recursos para professores

Como inspiração para o professor trabalhar com seus alunos, sugerimos o kit escolar Shakespeare Vive nas EscolasOpens in a new tab or window. e o texto Júlio César: a história em 20 minutosOpens in a new tab or window..
A editora Edições de Janeiro, que é parceira deste concurso, cede capítulos do livro “Shakespeare: O que as Peças Contam”, de Barbara Heliodora. O livro traz  37 peças teatrais resumidas por uma das maiores estudiosas brasileiras, que mostram o quão global e atemporal é Shakespeare.

terça-feira, 21 de junho de 2016

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Facebook e liberdade!

http://epoca.globo.com/vida/experiencias-digitais/noticia/2015/12/os-brasileiros-e-que-deveriam-estar-chocados-com-o-facebook.html

domingo, 6 de dezembro de 2015

Jogos Cariocas de Verão


De onde veio esse tal de Natal?

Quando Ele nasceu "... havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho."  (Lucas 2:8).

Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.

Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adotado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o solstício do Inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.
Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes simbolismos cristãos e uma nova linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4:2) e a "luz do mundo" (João 8:12) expressam o sincretismo religioso.
As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível" (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer “cristã”.
Por causa de sua origem não-bíblica, no século 17 essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado.
A árvore de Natal é considerado por alguns como uma "cristianização" da tradições e rituais pagãos em torno do Solstício de Inverno, que incluía o uso de ramos verdes, além de ser uma adaptação de adoração pagã das árvores.
Papai Noel nem comento além da associação com São Nicola do século III, o resto é coisa de coca-cola.

Porém, nada disse impedi, um bom cristão de desejar Paz na Terra e felicidades a todos!

sábado, 7 de novembro de 2015

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Curso de Teatro no Recife-PE


ESCOLA DE TEATRO FIANDEIROS ABRE NOVAS TURMAS EM 2015

Interpretação para Crianças ( De sete a dez anos de idade)- Sábados pela manhã, das 10 às 12h;
Interpretação para Crianças (De dez a treze anos de idade) - Sábados pela manhã, das 08 às 10h;
Iniciação Teatral nível 1 (para jovens e adultos) - Sábados de tarde, das 13:30 às 15:30h;
Iniciação Teatral nível 1 (para jovens e adultos) - Quintas de tarde, das 16 às 18h;
Iniciação Teatral nível 2 (para jovens e adultos que já tem curso de inciante) - Sextas, das 17 às 19h;

* Todas as turmas terão certificado de conclusão e exercício público final;
** As aulas serão ministradas por integrantes da Companhia Fiandeiros de Teatro, todos com graduação nas áreas de Interpretação, trabalhos corporais e Técnica vocal.
As inscrições serão de 20 de julho à 01 agostos (segunda a sexta, das 10 às 21h; e sábados, das 10 às 13h), no ESPAÇO FIANDEIROS (Rua da Matriz, 46, primeiro andar - BOA VISTA - próximo à Praça Maciel Pinheiro). Nossos fones: 41412431 / 999795922.

ESCOLA DE ARTES JOÃO PERNAMBUCO




ESCOLA DE ARTES JOÃO PERNAMBUCO

REALIZE SEU SONHO DE ESTUDAR ARTE.
DIAS 20,21 E 22 MATRICULAS PARA: CURSO DE MUSICA, CURSO DE TEATRO, OFICINA DE CANTO CORAL, DANÇA CONTEMPORÂNEA,INICIAÇÃO MUSICAL INFANTIL
DOCUMENTOS NECESSÁRIOS:
CÓPIA DO RG,CPF ,COMPROVANTE DE RESIDENCIA, COMPROVANTE DE ESCOLARIDADE E UMA FOTO 3/4 ORIGINAL.
TUDO GRÁTIS, A EMAJP É UMA ESCOLA MUNICIPAL.
Endereço: Av Barão de Muribeca 116 no Bairro da várzea, próximo a praça da várzea.
Fone:33554093/33554094
Só aceitam documentação completa.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

sábado, 18 de abril de 2015

domingo, 25 de janeiro de 2015

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Cidade Gráfica

O design gráfico urbano em suas ressonâncias políticas, estéticas e afetivas é o tema da exposição Cidade Gráfica, em cartaz de 20 de novembro a 4 de janeiro de 2015, no Itaú Cultural, em São Paulo.
Com curadoria dos designers Celso Longo, Daniel Trench e Elaine Ramos, a mostra reúne 36 artistas e 40 trabalhos com origem em questões urbanas, na interpretação dos ritmos e das linguagens da cidade.
Além disso, em 26 de novembro, às 20h, acontece um debate com Celso, Daniel e Elaine e o também designer João de Souza Leite sobre os temas da exposição, com transmissão pelo nosso site. Confira na matéria minibiografias de todos os participantes e entrevistas com os curadores, além de uma galeria de imagens.


Cidade Gráfica
quinta 20 de novembro de 2014 a domingo 4 de janeiro de 2015 terça a sexta 9h às 20h [permanência até as 20h30] sábado, domingo e feriado 11h às 20h
 
Piso 1 e -1
Classificação indicativa: livre para todos os públicos

Entrada franca
Mesa de Debate com Celso Longo, Elaine Ramos, Daniel Trench e João de Souza Leite, segunda 26 de novembro às 20h duração: 120 minutos (aproximadamente) transmissão ao vivo pelo site

Entrada franca
– ingressos distribuídos com meia hora de antecedência


Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 Paraíso São Paulo SP [próximo à estação Brigadeiro do metrô]
informações 11 2168 1777 | youtube.com/itaucultural | twitter.com/itaucultural | facebook.com/itaucultural | atendimento@itaucultural.org.br

Governo de Pernambuco fecha o Ensino Médio


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

terça-feira, 11 de novembro de 2014